Dívidas do Casal na Separação: Quem Paga o Que?

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As dívidas contraídas durante o casamento ou união estável são de ambos?

Na maioria das vezes, sim.
Pelo regime da comunhão parcial de bens, as dívidas adquiridas durante a convivência se comunicam entre os cônjuges ou companheiros, mesmo que estejam em nome de apenas um.

A lógica é simples: se o casal partilha os ganhos e o patrimônio, também deve partilhar os ônus e as responsabilidades financeiras.


⚖️ E se a dívida estiver só no nome de um dos cônjuges?

A separação de nomes no contrato não basta para excluir a responsabilidade do outro.
O que realmente importa é a finalidade da dívida:

  • Se o valor foi usado para benefício comum (como reforma da casa, carro da família, despesas do lar ou educação dos filhos), a dívida é considerada do casal.
  • Se foi contraída sem benefício familiar (como jogos, investimentos pessoais, dívidas sigilosas ou traições financeiras), a obrigação recai apenas sobre quem a contraiu.

🏠 Dívidas em financiamentos e cartões: como resolver?

Esses são os casos mais comuns.
Durante a partilha de bens, o advogado deve levantar todas as dívidas e financiamentos existentes, incluindo:

  • Financiamento imobiliário;
  • Empréstimos consignados;
  • Cartões de crédito conjuntos;
  • Empréstimos pessoais contraídos em nome de apenas um, mas usados em benefício da família.

Tudo deve ser analisado sob o princípio da proporcionalidade e boa-fé.


💥 O que acontece se a dívida não for partilhada?

  • Um dos ex-cônjuges pode ser cobrado sozinho;
  • O nome pode ir para o SPC/Serasa;
  • O patrimônio futuro pode ser atingido por execução judicial;
  • E o pior: o banco ou credor não precisa respeitar o divórcio para cobrar.

Sem partilha formal, as obrigações continuam vinculadas a ambos, e o risco de desequilíbrio financeiro é enorme.


📊 Como ocorre a divisão das dívidas na separação?

Durante o divórcio ou a dissolução da união estável, o advogado deve realizar um levantamento contábil completo, identificando:

  1. Quais dívidas foram contraídas durante a união;
  2. Quais beneficiaram o casal ou a família;
  3. O valor atualizado de cada obrigação;
  4. A proporção justa da responsabilidade de cada parte.

A partir disso, o juiz ou as partes (por acordo) definem a divisão proporcional das dívidas junto com a partilha dos bens.


👨‍⚖️ Por que é importante um advogado de família especialista em finanças?

Nem todo advogado de família domina a análise financeira necessária para uma separação justa.
Um profissional com conhecimento técnico em finanças e direito patrimonial:

  • Identifica quais dívidas realmente devem ser partilhadas;
  • Calcula a proporção justa de cada obrigação;
  • Evita que uma parte seja injustamente onerada;
  • Garante uma separação eficaz, sem deixar passivos ocultos que prejudiquem o futuro financeiro de ambos.

Essa atuação técnica é o que transforma um divórcio comum em uma solução definitiva, transparente e segura.


🌿 Conclusão

Na separação, dividir apenas os bens e esquecer as dívidas é um erro que pode custar caro.
Toda dívida contraída em benefício do casal deve ser analisada com rigor — e isso exige técnica, sensibilidade e estratégia jurídica.

👉 Antes de assinar qualquer acordo de divórcio ou dissolução de união estável, faça um levantamento completo das dívidas e garanta uma partilha justa.


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Sobre o Autor

Cleverson Giovanni Bertotti é advogado inscrito na OAB/PR nº 64.804 desde 2012, especialista em Direito Imobiliário, Direito de Família e Direito Bancário, com formação avançada em processo civil e perícia financeira. Ao longo de mais de uma década de atuação, auxiliou inúmeras famílias na solução de conflitos patrimoniais complexos, especialmente em divórcios, partilhas de bens e regularização de imóveis. Reconhecido por sua abordagem técnica e estratégica, combina conhecimento jurídico e análise financeira para oferecer segurança, clareza e decisões assertivas a seus clientes.


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